Hiran Murbach

Sou empreendedor, professor, advogado, mentor, palestrante e coordenador de eventos de empreendedorismo, startups, inovação e criatividade e escritor de livros e artigos de ficção e não ficção.

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Meu ‘eu’ de 20 anos odiaria quem me tornei. E isto é ótimo

July 28, 2017

 

 

A gente tem períodos em que vivemos no piloto automático, tocando a vida, e outros em que estamos mais contestadores. Admito que vivi boa parte dos meus últimos anos no primeiro estágio, mas de algum tempo para cá, por uma série de motivos, entrei com os dois pés no segundo.

 

Neste processo passei internamente – e também externamente – a contestar algumas crenças e dogmas que eu tinha. E passei a imaginar o que o meu ‘eu’ de 20 anos pensaria a respeito disse e sobre a pessoa que eu estou tentando me tornar – afinal, estou ainda muito longe disso.

 

Este meu ‘eu’, que não gostava de animais de estimação e inclusive era escroto ao falar sobre isso jamais iria entender o fato de hoje eu gostar deles e inclusive ver em seus olhos mais ‘humanidade’ do que em muitos bípedes falantes.

 

Este mesmo ‘eu’ também não conseguiria entender o fato de que eu continuo ouvindo as mesmas músicas, mas que hoje consegue dividir o rock com canções pop calmas, musica clássica e até melodias de meditação tibetanas.

 

Acharia ainda eu louco por repensar certas alimentações, inclusive por pensar em um dia parar de comer carne, ao menos vermelha.

 

Mas mais do que isso, esse ‘eu’ de 20 anos atrás, ambicioso e meritocrata, que sonhava em ser uma advogado fodido ou um diretor de empresa e tinha certeza que cada um era responsável pelo seu próprio sucesso e quem fracassava era porque era fraco e preguiçoso, jamais aceitaria o que eu me tornei.

 

Perdi anos da minha vida e boa parte da minha sanidade – e porque não, saúde – no afã de conquistar o sucesso profissional, e me doía ver outras pessoas, que eu julgava menos preparadas, conseguindo lugares que eu almejava, e não conseguia. Isto porque somos ensinados e doutrinados que nós somos aquilo que está no nosso cartão de visitas, na nossa conta corrente e nos elogios nas redes sociais e que somos os únicos responsáveis por nosso sucesso ou fracasso.

 

Até que passei a me questionar: será que somos apenas isso? Será que tudo está relacionado apenas à força de vontade e trabalho duro? Será que é esse o legados que queremos deixar? Será que alguma coisa disso vamos levar embora quando chegar nossa hora? Será? Já começo a pensar que não, e com isso mudar a minha forma de encarar algumas coisas.

 

Já não sei se quero o maior cargo, o maior status e o maior salário/lucro. Nem se quero o melhor carro, a maior TV, o celular mais moderno. Será que é isso preenche o nosso vazio existencial, ou apenas cria um novo?

 

Eu sei que muita gente fala disso, escreve sobre isso, mas é o tipo de coisa que passa reto por nós enquanto não estivermos dispostos a mudar o que somos e o que agimos. Parece óbvio, mas precisamos de um gatilho para pararmos de sermos egoístas e passarmos a pensar em um mundo como algo muito maior que o nosso umbigo e nosso ego.

 

Eu já não penso como o meu ‘eu’ de 20 anos de idade, e isso é uma coisa ótima. Já não acredito na meritocracia e apenas no poder do seu trabalho como mola propulsora do seu sucesso. Também não acredito que o trabalho duro enobrece o homem, que Deus ajuda quem cedo madruga e outras besteiras inventadas para que trabalhemos mais e mais. Muito menos acredito que o ‘sucesso’ de um ser humano possa ser medido pelo seu cargo, carro, casa e celular. Não, para mim hoje tudo isso não faz mais sentido, e é nisso que eu mudei com o tempo.

 

O meu ‘eu’ de 20 anos me acharia um idiota e um fracassado. Eu não tenho vergonha de ter pensado isso um dia, meu ambiente era outro, mas não me sinto um fraco por ter mudado a maneira como eu encaro a vida. Afinal, o problema seria se eu, aos 40, ainda mantivesse a mesma mentalidade e crenças dos meus 20 anos. Aí sim eu teria com que me preocupar.

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