Hiran Murbach

Sou empreendedor, professor, advogado, mentor, palestrante e coordenador de eventos de empreendedorismo, startups, inovação e criatividade e escritor de livros e artigos de ficção e não ficção.

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A Culpa Católica e o Ocaso do Futebol Brasileiro

March 28, 2018

 

"Acuamos o Palmeiras no jogo, time que tem orçamento quatro vezes maior que o nosso"

"Palmeiras com maior orçamento e caiu cedo" 

"Vencemos o maior orçamento do Brasil todo"

"Com o que gastou tinha obrigação de jogar mais"

 

Essa são algumas das muitas frases que são repetidas à exaustão desde o ano passado, e que ontem pautaram toda o pós classificação, quando o Palmeiras conseguiu equalizar a sua parte econômica, se tornou superavitário e passou a investir pesado no futebol. A grande verdade é que isso era algo que todos os clubes de futebol do Brasil deveriam fazer, mas que a maioria se mostra incapaz. Mas daí o que acontece?

 

Acontece que, no lugar desta iniciativa e capacidade do Palmeiras em ser financeiramente independente, não precisando passar o pires para Federações, Confederações, Governo e emissoras de TV, isto é tratado com desdém, e não apenas pelos torcedores (de quem não se espera razão) mas principalmente por profissionais que orbitam no meio do futebol, como jogadores, treinadores, dirigentes e imprensa.

 

No lugar de achar o status que o Palmeiras atingiu (e que o Flamengo também está conseguindo) saudável e importante para o futebol brasileiro, tratam como se fosse algo ruim, como se o dinheiro proveniente da torcida, dos patrocinadores e do estádio fosse malfadado e devesse ser renegado, por fazer mal ao futebol. Como se sucesso fosse pecado.

 

E acreditando no pecado, crendo piamente, mesmo que inconscientemente que "é mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus" e que "os humilhados serão exaltados", muitos continuam e continuarão a condenar o sucesso financeiro dentro do futebol brasileiro, porque bom mesmo é dever impostos, salários e ter uma longa ficha corrida no Serasa. Porque este é o nosso futebol, é assim que ele tem que ser, e quem tentar fazer diferente precisa ser combatido. Porque vivemos da miséria e a miséria não pode deixar de existir, como bons vira-latas fuçando o lixo dos vizinhos ricos para sobreviver.

 

Enquanto isso, batemos palminhas para o futebol europeu, muito mais rico que o nosso (mesmo que muitas vezes por investimentos realmente ilícitos) e ficamos horas e horas debatendo o ocaso do nosso futebol, sem ter a hombridade (ou mesmo a capacidade) de perceber que grande parte da culpa disso vem deles mesmo, dos atores e atrizes deste esporte. E enquanto continuarmos com esse discursinho medíocre, de desdenhar e condenar o sucesso financeiro de poucos clubes, estaremos defendendo e apoiando o ocaso do nosso futebol. Depois não adianta reclamar quando for tarde demais.

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Boa leitura

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